Informações sobre Lyrica
O que é e para que serve o Lyrica 150mg cápsula dura?
Lyrica 150mg cápsula dura contém pregabalina e é indicado para adultos no tratamento da dor neuropática, dor causada por lesão e/ou mau funcionamento dos nervos e/ou do sistema nervoso. Também é indicado como terapia adjunta das crises epiléticas parciais (convulsões), com ou sem generalização secundária, no tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada e no controle da fibromialgia, doença caracterizada por dor crônica em várias partes do corpo, cansaço e alterações do sono.
Como o Lyrica 150mg cápsula dura funciona?
Lyrica 150mg cápsula dura age regulando a transmissão de mensagens excitatórias entre as células nervosas. O início da ação do medicamento é, geralmente, percebido cerca de uma semana após o início do tratamento.
Como usar e qual a dosagem do Lyrica 150mg cápsula dura?
Lyrica 150mg cápsula dura deve ser utilizado por via oral, engolido com ou sem alimentos, e não pode ser partido, aberto ou mastigado.
Modo de uso
As cápsulas devem ser tomadas inteiras, por via oral, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento definidos pelo médico. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do médico.
Posologia
A dose inicial recomendada em todas as indicações é de 75 mg, via oral, 2 vezes ao dia (150 mg/dia) — o que corresponde ao uso de meia cápsula de Lyrica 150mg cápsula dura por tomada, ou de acordo com a apresentação prescrita pelo médico. Com base na resposta individual e na tolerabilidade do paciente, a dose poderá ser aumentada para 150 mg 2 vezes ao dia (300 mg/dia) — ou seja, uma cápsula de Lyrica 150mg cápsula dura pela manhã e uma à noite — após um intervalo de 3 a 7 dias.
- Dor neuropática, Transtorno de Ansiedade Generalizada e Epilepsia: 150 a 600 mg/dia, divididos em 2 doses.
- Fibromialgia: 150 a 450 mg/dia, divididos em 2 doses.
A decisão de aumentar ou diminuir a dose é exclusiva do médico; não a faça sem orientação médica. Pacientes com insuficiência ou comprometimento da função renal, assim como idosos, podem necessitar de ajustes na dosagem, com dose inicial a partir de 25 mg conforme avaliação médica. A descontinuação do tratamento deve ser feita gradualmente, ao longo de 1 semana, sempre sob indicação e supervisão médica.
O que fazer quando eu me esquecer de usar o Lyrica 150mg cápsula dura?
Caso você esqueça de tomar Lyrica 150mg cápsula dura no horário estabelecido pelo médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário da próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema recomendado. Não tome o medicamento 2 vezes para compensar a dose esquecida, pois isso pode comprometer o resultado do tratamento. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico, médico ou cirurgião-dentista.
Quando não devo usar o Lyrica 150mg cápsula dura? Contraindicações
Lyrica 150mg cápsula dura não deve ser utilizado nas seguintes situações:
- Hipersensibilidade (alergia) conhecida à pregabalina ou a qualquer componente da fórmula (risco de reações alérgicas, incluindo angioedema e reações cutâneas graves).
- Uso por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista (o risco potencial em humanos é desconhecido e o uso no primeiro trimestre pode causar defeitos congênitos graves no feto).
Quais os efeitos colaterais do Lyrica 150mg cápsula dura?
Lyrica 150mg cápsula dura pode causar reações adversas com frequências variadas, sendo tontura e sonolência as mais frequentemente notificadas, em geral de intensidade leve a moderada.
Reação Muito Comum (mais de 10% dos pacientes)
Dor de cabeça.
Reação Comum (entre 1% e 10% dos pacientes)
Nasofaringite, aumento do apetite, euforia, confusão, irritabilidade, depressão, desorientação, insônia, diminuição da libido, ataxia, coordenação anormal, tremores, disartria, amnésia, dificuldade de memória, distúrbios de atenção, parestesia, hipoestesia, sedação, transtorno de equilíbrio, letargia, visão turva, diplopia, vertigem, vômitos, constipação, flatulência, distensão abdominal, boca seca, cãibra muscular, artralgia, dor lombar, dor nos membros, espasmo cervical, edema periférico, edema, marcha anormal, quedas, sensação de embriaguez, sensação anormal, cansaço, aumento de peso, náusea e diarreia.
Reação Incomum (entre 0,1% e 1% dos pacientes)
Neutropenia, anorexia, hipoglicemia, alucinações, inquietação, agitação, humor deprimido ou elevado, mudanças de humor, despersonalização, sonhos anormais, dificuldade de encontrar palavras, aumento da libido, anorgasmia, síncope, mioclonia, hiperatividade psicomotora, discinesia, hipotensão postural, tremor de intenção, nistagmo, transtornos cognitivos e de fala, hiporreflexia, hiperestesia, sensação de queimação, perda da visão periférica, alteração visual, inchaço ocular, redução da acuidade visual, dor ocular, astenopia, fotopsia, olhos secos, aumento do lacrimejamento, irritação ocular, hiperacusia, taquicardia, bloqueio atrioventricular de primeiro grau, bradicardia sinusal, hipotensão ou hipertensão arterial, ondas de calor, rubores, frio nas extremidades, dispneia, epistaxe, tosse, congestão nasal, rinite, ronco, refluxo gastroesofágico, hipersecreção salivar, hipoestesia oral, erupções cutâneas papulares, urticária, sudorese, inchaço articular, mialgia, espasmo muscular, dor cervical, rigidez muscular, incontinência urinária, disúria, disfunção erétil, disfunção sexual, retardo na ejaculação, dismenorreia, edema generalizado, aperto no peito, dor, pirexia, sede, calafrio, astenia, aumento de enzimas hepáticas e musculares, elevação da glicose sanguínea, diminuição de plaquetas, diminuição do potássio, diminuição de peso, hipersensibilidade, perda de consciência, prejuízo psíquico, inchaço da face, coceira, mal-estar e agressividade.
Reação Rara (entre 0,01% e 0,1% dos pacientes)
Crise de pânico, desinibição, apatia, estupor, parosmia, hipocinesia, ageusia, disgrafia, oscilopsia, percepção visual de profundidade alterada, midríase, estrabismo, brilho visual, taquicardia sinusal, arritmia sinusal, aperto na garganta, secura nasal, ascite, pancreatite, disfagia, suor frio, rabdomiólise, insuficiência renal, oligúria, dor mamária, amenorreia, secreção mamária, ginecomastia, diminuição de leucócitos, elevação da creatinina, angioedema, reação alérgica, ceratite, insuficiência cardíaca congestiva, edema pulmonar, edema de língua, Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, retenção urinária, comportamento suicida e ideação suicida.
Reação Desconhecida
Depressão respiratória.
Informe ao médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.
Posso usar o Lyrica 150mg cápsula dura com outros medicamentos? Interações
Lyrica 150mg cápsula dura pode potencializar o efeito da oxicodona (analgésico), de bebidas alcoólicas e do lorazepam (tranquilizante). Quando usado com analgésicos opioides, pode reduzir o funcionamento intestinal, favorecendo obstrução intestinal ou constipação. Em experiência pós-comercialização, houve relatos de insuficiência respiratória, coma e morte em pacientes em tratamento com pregabalina associada a outros medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central, inclusive em pacientes que abusam da substância. Recomenda-se precaução ao prescrever pregabalina concomitantemente com opiáceos devido ao risco de depressão do SNC. Informe sempre ao médico ou cirurgião-dentista todos os medicamentos que você utiliza, pois isso permite avaliar possíveis interações medicamentosas.
O que devo saber antes de usar o Lyrica 150mg cápsula dura? Advertências
Antes de usar Lyrica 150mg cápsula dura, informe ao médico se você tiver problemas hereditários de intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp ou má-absorção de alimentos, pois o medicamento contém lactose; diabetes, pois pode haver necessidade de ajustar o controle de peso e as medicações da doença; doenças renais, pois a dose pode precisar de ajuste; ou insuficiência cardíaca congestiva, pois houve casos de piora dos sintomas associados ao uso do medicamento.
O uso do medicamento está associado a tontura e sonolência, que podem aumentar o risco de quedas em idosos, e pode causar desmaios ou perda de consciência, expondo o paciente a acidentes. Não dirija veículos nem opere máquinas enquanto estiver em tratamento, pois a habilidade e a capacidade de reação podem estar prejudicadas.
Houve relatos pós-comercialização de reações de hipersensibilidade, incluindo angioedema; o tratamento deve ser descontinuado imediatamente se ocorrerem sintomas como inchaço na face, ao redor da boca e nas vias aéreas superiores. Reações cutâneas graves, incluindo síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, foram relatadas em associação com a pregabalina; interrompa o uso e procure atendimento médico imediatamente ao notar tais sintomas. Também foram reportados casos de visão borrada transitória, que podem melhorar com a descontinuação do tratamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica; há dados limitados sobre uso na gravidez e o uso no primeiro trimestre pode causar defeitos congênitos graves no feto. Mulheres com potencial de engravidar devem utilizar métodos contraceptivos eficazes. O uso durante a lactação não é recomendado, pois o medicamento é excretado no leite materno, e depende de avaliação médica.
A interrupção do tratamento pode causar insônia, dor de cabeça, enjoos, ansiedade, aumento da sudorese, diarreia, síndrome gripal, depressão, dor, convulsão e tontura; convulsões, incluindo estado epilético, podem ocorrer durante o uso ou logo após a descontinuação. Casos de mau uso, abuso e dependência foram relatados, e pacientes devem ser observados quanto a sinais de tolerância e comportamento de procura de droga.
Pacientes com distúrbios do sistema nervoso ou respiratórios, insuficiência renal ou idade superior a 65 anos podem necessitar de regime posológico diferente. Pensamentos de autoagressão ou comportamento suicida foram relatados com antiepilépticos como este; contate o médico imediatamente caso ocorram. A segurança e eficácia da pregabalina não foram estabelecidas em adolescentes de 12 a 17 anos. Foram relatados casos de encefalopatia, principalmente em pacientes predispostos. Este medicamento contém lactose (abaixo de 0,25g/cápsula dura) e não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
O que fazer em caso de superdose de Lyrica 150mg cápsula dura?
Os eventos adversos mais comuns em caso de superdose de Lyrica 150mg cápsula dura incluem distúrbio afetivo, sonolência, confusão, depressão, agitação e inquietação; convulsões também foram relatadas. O tratamento deve incluir medidas gerais de suporte, podendo ser necessária hemodiálise. Em caso de superdose, procure atendimento médico imediatamente, levando a embalagem ou a bula do medicamento se possível. Para mais orientações, ligue para 0800 722 6001.
Como armazenar o Lyrica 150mg cápsula dura e outras informações legais?
Lyrica 150mg cápsula dura deve ser armazenado em temperatura ambiente, entre 15°C e 30°C, protegido da luz e da umidade, mantido em sua embalagem original e fora do alcance de crianças. Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento; caso esteja dentro do prazo de validade e você note alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico antes de utilizá-lo.
Lyrica 150mg é uma cápsula dura de cor branca, contendo pó branco a quase branco, com os dizeres de impressão "PGN 150" no corpo e "VTRS" na tampa, em tinta preta. Em caso de dúvidas, consulte o farmacêutico responsável pela dispensação do medicamento.






